Treinamento: Ciência e Arte!

Fala Aê!

Chegando 2012... E antes que 2011 se vá, vou escrevendo mais uma postagem para ficar nos arquivos deste ano que se vai...

O treinamento físico vem sendo estudado desde muito tempo atrás... Sendo os Russos e seus amigos os pioneiros no estudo sobre treinamento, periodização e etc.
Hoje em dia, treinamento físico virou ciência, assim como a medicina. Em banco de dados ciêntificos (pubmed, etc) você pode encontrar diversos artigos sobre exercício físico, treinamento, movimento, cinesiologia, e muito mais. Mas mesmo com muita informação científica sobre treino, ainda vemos muitas idéias e conceitos tirados de revistas fitness e que ainda ganham argumentação, discussão, atenção (e infelizmente, utilização) de muitos profissionais da área da educação física.

Ouve-se dizer de muitos profissionais "É nada... Na prática é diferente. Teoria é para os livros. É na prática que se aprende."
Bom, concordo que na prática aprende-se muito, claro. Mas onde já se viu ignorar-se a teoria? Não sei como ocorre nas outras áreas, mas na educação física é muito comum ouvir frases do tipo. Imagine só se um cirurgião disse-se "não, espera aí, na prática são outros quinhentos, eu faço os procedimentos!". Pode ter certeza de que iria morrer muita gente.
Todas as teorias são derivadas da prática pura, do que deu e o que não deu certo. É imprescindível ao profissional de QUALQUER ÁREA saber a fundo a teoria daquilo que se deve ou não aplicar.
Ainda hoje vemos muitas "receitas de bolo" e muitos conceitos antigos que já foram derrubados sendo aplicados indiscriminadamente quando se trata de treinamento físico, seja ele de alto rendimento ou não.

O treinamento físico, além de ser uma ciência, também o considero como uma arte. Na arte não existe limites, não existe regras fixas, não existe faculdade. Na música existem somente sete notas musicais, porém podemos criar infinitas canções. Tudo já existe, porém diferentes combinações formam diferentes coisas.
Digamos que as notas musicais do treinamento são os caminhos, métodos, estilos, modalidades, intensidades, volumes, tipos, exercícios que podemos escolher para determinado treino e/ou planejamento de treino.

Poderíamos dizer que os romenos são grandes artistas na arte da ginástica, pois a "combinação de treinamento" deles fizeram grandes atletas reconhecidos mundialmente, tal como Nadia Comaneci, a melhor ginasta de todos os tempos.

A perfeita combinação de ciência (toda a informação disponível com comprovação científica) somana à arte (seleção individual das ferramentas e meios disponíveis) leva à grandes resultados.

Por isso eu digo: Treinamento é ciência, treinamento é arte. Treinamento sem ciência não se transforma em arte, e treinamento sem arte jamais se transformará em algo à ser estudado ou admirado!

Ciência e Arte, juntas, sempre...


Espero que todos sigam fazendo arte, mas sem nunca negligenciar a ciência. Ainda encontra-se muitos casos de pessoas que não sabem ao menos o que é Ciclo de Krebs ou o que é Microciclo de Choque criticarem a arte de outros profissionais que mostram, na prática, que fizeram direitinho as lições de casa.

Forte abraço a todos os artistas que existem por aí, e também à todos os cientistas. Pois não teriamos arte sem ciência e não teriamos ciência sem arte.

Até a próxima,

Ale




Alexandre C. Alves é Esp. em Fisiologia do Exercício e em Treinamento Desportivo pela UNIFESP

O artigo Treinamento: Ciência e Arte! foi escrito e editado por Alexandre C. Alves na data de 30 de dez de 2011. Esperamos que este artigo possa ser útil.

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